CFL @ 16:32

Sab, 19/03/05

Menos 75 000 funcionários públicos
Qualquer aluno de Direito Administrativo estará cansado de ouvir falar nisto. Qualquer português já está farto de ouvir. Há funcionários públicos a mais. Há, pois há. Mas onde é que eles estão quando o sr. António quer ser atendido? Há funcionários públicos a mais. Há, pois há. Mas onde é que eles estão quando o reembolso do IRS só chega em Outubro? Os funcionários públicos a mais estão doentes. Os funcionários públicos a mais estão de férias. Os funcionários públicos a mais estão a trabalhar na Direcção de Finanças a ler revistas e jornais durante todo o dia. Há funcionários públicos a mais. Há, pois há. Há funcionários públicos a mais nas repartições do interior do país. Há funcionários públicos a mais onde não são precisos. Há funcionários públicos a menos onde deviam estar. O peso dos funcionários públicos tem de ser reduzido mas como o Estado não pode mandá-los todos ao Dr. Tallon. Então, em vez de fazer ginástica localizada opta pela anorexia.

Aumento da idade da reforma
Somos um país pobre com uma Segurança Social às portas da morte. O que é preocupante. Então não é que a D. Ermelinda andou a pagar a vida inteira 11% do seu magro rendimento como telefonista e agora a Segurança Social vai morrer antes dela? Então o Estado teve uma ideia: manter a Segurança Social em coma. Vamos liga-la à máquina! Vamos prolongar até não poder mais a vida da nossa querida Segurança Social! A Segurança Social não pode morrer!! A Segurança Social é um direito de todos previsto no art. 63.º da Constituição! O problema vai ser quando a máquina que mantém viva a Segurança Social crashar porque a D. Ermelinda, 89 anos, está no emprego a tentar mandar um e-mail ao chefe. É o que se chama um choque... tecnológico. Só possível porque os velhinhos trabalhadores estão dispostos a aprender todas estas novas e tão chocantes tecnologias.

Medicamentos à venda nos hipermercados
É que os farmacêuticos até nem são técnicos especializados. É que é sempre bom poder ir ao Continente comprar o Antigripine. E também é bom aproveitar aquelas compras para o jantar romântico e comprar a pílula do dia seguinte, não vá o Diabo tecê-las. E se os miúdos de 14 anos podem ir ao Jumbo comprar cinco garrafas de vodka, porque é que não podem ir comprar cinco caixas de Cêgripe e baldarem-se às aulas para passarem uma agradável tarde dopados, em vez de embriagados? Os laboratórios responsáveis é que não vão gostar de ter de gastar tantos euros a mudar as embalagens, porque o "manter fora do alcance das crianças" terá de ser alterado para um "consumir com moderação". Sempre sai mais barato alterar as caixas do que obrigar o Carrefour a instalar corredores especiais, com barreiras electrónicas e seguranças de dois em dois metros para não deixar que os putos saltem a cerca.

E já agora... será que o Lidl não tem por aí uns comprimidos para emagrecer a função pública? Ou até mesmo umas pílulazitas de rejuvenescimento para a sra. Segurança Social?...



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