CFL @ 02:25

Sab, 27/12/08

 

 

Pai... No dia em que partiste, as ondas do Tejo estavam mais calmas e a outra margem estava aqui tão perto como se te quisesse dizer adeus. Pai, no dia em que partiste, o mar estava cinzento, como se não pudesse ter mais o mesmo brilho. Nunca pensei que esse dia chegasse, nunca pensei que pudesses partir assim. Pai, no dia em que partiste, acordei com a certeza que me tinhas vindo dizer adeus. Como te disse adeus com a certeza de ser a última vez.

 

Hoje continuo sem saber porque partiste assim, tão depressa, tão inesperadamente... como se a partida de alguém alguma vez pudesse ser esperada. E fazes-me falta. Não tenho só saudades dos passeios na praia, tenho saudades de ti. Do teu colo, de como me seguravas a mão e de como a apertaste uma última vez. Do último beijo que te dei e de tentar guardar para mim o teu cheiro. Pai... no dia em que partiste, levaste contigo uma parte de mim.

 

Pai, em Dezembro de 2008 ganhei-te e perdi-te outra vez. Fiquei contigo o mais que pude porque a vida afinal não nos ia dar o tempo que eu pensava que ainda íamos ter. Contei-te o que de mais importante tinha na minha vida... e sei que hoje já sabes quem é. "Apresentas-mo lá fora?"... sempre! Dei-te um beijo... muitos beijos de adeus. Não conseguia deixar-te se podia ainda guardar-te comigo... "Amo-te muito, pai. Desculpa o tempo que não estive contigo." Dei-te um beijo demorado para te guardar para sempre comigo... e disse-te adeus. Já sabia que tinhas de partir.

 

Agora sei que te ganhei, agora sei que temos o sempre para estarmos juntos. Agora sei que já conheces o que de mais importante tenho na vida... cá fora. Agora sei que estás bem. Agora sei que já me deste algo para me ajudar um bocadinho quando as saudades me fazem chorar. Agora sei que olhas por mim. E eu vou-te amar sempre.

 



Zeta @ 18:01

Seg, 05/01/09

 

E porque o sol volta sempre a sorrir para nós, no dia em que dissete adeus nesse sitio tão especial o céu brilhava para ti minha amiga, brilhava para te dizer que é a sorrir que o teu pai te goste de ver, assim como é a sorrir que ele olha para ti agora.

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