CFL @ 00:15

Dom, 04/06/06

O Presidente da República devolveu à Assembleia da República o diploma que impõe uma quota mínima de inclusão de mulheres nas listas eleitorais.

in Presidência da República

 

antes me tinha pronunciado sobre esta discriminatória e ofensiva "Lei da Paridade". E agora só posso aplaudir este veto político de Cavaco Silva, transmitido numa mensagem à Assembleia extremamente bem fundamentada.

 

Nesta mensagem, o Presidente da República faz notar que a «legitimidade dos valores a proteger e dos fins a alcançar através de medidas positivas que promovam a paridade não justifica a utilização de todo o tipo de meios para os atingir», principalmente «se os mesmos meios comprimirem desproporcionadamente e sem fundamento material razoável, outros valores de relevo político e constitucional que mereçam ser acautelados», como o são a liberdade eleitoral.

 

Vetado o decreto nos termos do art. 136.º/1 da CRP e, tratando-se de uma lei orgânica, será agora exigida a maioria de dois terços dos deputados (presentes) para obrigar o Presidente a promulgá-lo (art. 136.º/3 da CRP). Por isso, podemos começar a pensar em festejar a morte deste diploma capaz de envergonhar muitas portuguesas porque serão necessários 153 votos favoráveis (isto se estiverem presentes os 230 deputados, o que é sempre duvidoso) para o fazer renascer do coma em que entrou, valor muito distante dos 122 votos com que foi aprovado em Abril.

 

 


sinto-me: Com vontade de aplaudir!

Nuno Mendes @ 15:12

Dom, 04/06/06

 

Cátia,
É óptimo ouvir estas palavras de uma mulher, significa que não concorda com aquelas, que com um objectivo oposto, acabam por se "fragilizar".
A imposição das mulheres só funciona contra elas próprias, dando a ideia de fragilidade e inferioridade, conceitos que de modo algum são comuns à grande maioria das mulheres.
A qualidade acima de qualquer “imposição” ou quota, seja para homens ou mulheres.
Afinal não queremos ser todos tratados de igual forma?
Pode demorar, mas acabará por acontecer, com mais mulheres de qualidade, interventivas e sem este tipo de “preconceito”.

Um abraço.


CFL @ 00:33

Seg, 05/06/06

 

Nuno,

É isso que me assusta. Esta falsa tentativa de paridade é tão discriminatória como algumas leis do Estado Novo. Em democracia deve-se votar pela competência de quem se quer eleger, não pelo género. A igualdade está tanto na não discriminação negativa como na não discriminação positiva.

Obrigada pela visita.

Kaos @ 21:54

Dom, 04/06/06

 

Obrigado pela visita.
Não conhecia este cantinho da blogosfera, mas gostei do que vi e espero voltar mais vezes.
Um abraço


CFL @ 00:36

Seg, 05/06/06

 

Eu é que devo agradecer, há já algum tempo que espreito regularmente o seu blog.

Espero que volte a este "cantinho" e que possa enriquecê-lo com os seus comentários!

kaos @ 15:38

Seg, 05/06/06

 

Pelos vistos mais uma coisa em que concordamos. Também eu na altura da aprovação a critiquei por fazer das mulheres seres inferiores que têm de ser defendidos como o lince da malcata. Não gosto do Cavaco, mas nesta esteve bem
um abraço

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