CFL @ 15:25

Sex, 27/03/09

Se no dia 21 de Agosto de 2008 me dissessem onde ia estar hoje, talvez não acreditasse. E já passou mais de meio ano... Os dias passam tão depressa que é difícil reter a memória do que se passa com estes dias. Cresci? Não sei. Mudei? Talvez. Mas ninguém muda nunca o que é.

Se no dia 21 de Agosto de 2008 me dissessem que em meio ano a minha vida ia mudar, talvez não acreditasse. Talvez o desejasse, talvez o temesse... No dia 21 de Agosto de 2008 saí cedo de casa. Estava uma manhã de Setembro... e as cores de Lisboa eram deliciosamente diferentes e iguais. As borboletas que tinha no estômago batiam asas de mansinho. Por vezes, a ideia de todas aquelas coisas boas que esta Lisboa me podia trazer, fazia-me sorrir. E era bom ver o pôr-do-sol na praia. E tinha energia para correr atrás dos meus desejos, como se eles estivessem logo ali, no amanhã. No dia 21 de Agosto de 2008, queria tudo igual a antes, mas queria mais. E era por isso que tudo era deliciosamente diferente e maravilhosamente igual.

Corri atrás dos meus sonhos, empenhei-me em seguir com os outros. Não contava com as tempestades no caminho. Afinal... era Agosto e em Agosto nunca chove. Mas choveu. E ainda ninguém percebeu... mas gastei demasiada energia para segurar a minha casa nesses dias de tempestade. Não sei se alguma vez a vou recuperar.

Num mês, tudo aconteceu. E não houve tempo para prever, para planear, para perceber.

Sei o que quero, sei que estou no caminho certo. Mas agora tenho medo das tempestades... não sei se tenho energia para segurar outra vez uma casa. Quis mudar tanto na minha vida, que a voltei ao contrário... era preciso uma tempestade? Eu sempre pensei que não.

Ainda não consegui olhar bem para o que a tempestade deixou.

Não sei o que tenho de reconstruir, não sei o que perdi de vez.

Tenho medo de perder o que ganhei.

Tenho medo de nunca conseguir reconstruir a minha casa.

 

Às vezes, tenho saudades do sol daquelas horas de almoço só minhas, da infantil adrenalina que causavam.

Às vezes, tenho saudade da expectativa. Às vezes, tenho saudade daquele cheiro, daquelas cores, daqueles sons. Às vezes, tenho saudade de mim daqueles dias.

Mas aqueles dias já passaram, não voltam mais.

Assim como já não posso voltar o eu daqueles dias.

Perdi um pouco de mim na tempestade.

E agora, não sei onde me encontrar.

E não sei se sei como procurar.

 




CFL @ 22:56

Dom, 15/03/09

Quando encontro a tua fotografia, quando me lembro como tu eras, sinto a dor de teres partido mais forte do que naquela altura. Partiste mesmo. E agora... só tenho estas fotos, só tenho uma imensidão de papéis. Nem a tua voz, nem o teu cheiro, nem a ti. Só papéis... E a tua fotografia, assim mesmo como tu eras, no meio de tantos papéis.

 

E aos três meses, quando vou percebendo mais um pouco que não vais voltar, dói não te ter mais na minha vida.

 


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CFL @ 19:47

Ter, 10/02/09

Só hoje é que te li. Mas o que li não me é novo, eu sei tudo isso muito bem. Só não pensava que te magoasse ao ponto de ser escrito. Amiga, és mais do que uma amiga, és uma irmã. Afinal de contas também tive direito a pão de cereais, que não provei. E nem são os 1536 milhões de anos, é simplesmente o facto de te amar. Do fundo do meu coração... eu não queria tirar um minuto aos nossos momentos, não queria tirar uma fracção de segundo a nós as duas. Sempre que estou contigo, queria poder estar mais.

 

Não amiga, não exiges demais das pessoas. Tens direito a toda a atenção do Mundo das pessoas que te amam e das pessoas que tu mais amas. Tens direito a pedir essa atenção. Pede essa atenção. Pede essa atenção quando sentires que não estou a conseguir dar conta do planning no Excel.

 

Se calhar, é exigir demais de ti... mas não te afastes tu, pois és essencial na minha vida.

 




CFL @ 23:12

Ter, 03/02/09

Gosto de ti. E tenho medo. Tenho medo de te magoar, tenho medo de te desiludir. Tenho medo de cometer os velhos erros do passado e tenho medo de descobrir novos erros para fazer. Porque não quero ter erros contigo, porque nós os dois juntos podemos ser perfeitos assim. Porque já somos perfeitos assim. Gosto mesmo de ti. Basta esse teu sorriso... e não há mais nada no Mundo para além de ti, de nós. E eu só quero fazer-te sorrir assim. Gosto tanto de ti. Que tenho saudades assim que te vais embora, que sem ti já nada faz sentido. Que não interessa o que vivemos antes de nós, que só penso em tudo o que podemos viver juntos.

 

Todos os dias gosto mais e mais de ti.

 


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CFL @ 21:00

Qua, 14/01/09

 

Foi há um mês que me despedi de ti. Como ninguém nunca deveria ter de se despedir. E hoje percebi, pela primeira vez, que partiste mesmo. No teu lugar tenho agora apenas muitas folhas de papel, recordações de outros momentos, a tua letra à mão numa simples agenda. A matrícula do meu carro. Um porta-chaves que te fiz. Partiste mesmo. E as ondas do Tejo, naquele dia, vão ficar para sempre comigo. Estive contigo nas duas semanas mais longas da minha vida, nas duas semanas mais curtas de sempre. A tua mão na minha, a forma como a seguravas. O teu olhar, o teu sorriso. O jornal que passei a comprar quase todos os dias, o que te pude oferecer. A tua mão. A tua mão que tantas vezes segurou a minha, a tua mão que me levou em passeios pelo parque quando era pequena. A tua mão que já não posso nunca mais tocar.

 

Hoje percebi. Percebi que quinze dias não são nada, percebi que fizemos deles tudo. Agora de ti, resto só eu. E o amor que sempre te vou ter. As manhãs na praia, o ser igual a ti, os teus vinte e três cromossomas que estão em mim. A saudade de ti... ir àquele café e pensar que te posso encontrar. Cruzar a minha rua e sentir que te podia ver. As nossas férias, aquela praia. O blazer azul escuro que vestias quando me levavas à escola... o teu after-shave. A nossa vida, a tua vida na minha vida. Tu. Hoje percebi que partiste mesmo.

 

Pai, vou sentir sempre a tua falta. Vais estar sempre na minha vida. Amo-te. Amei-te... e amar-te-ei sempre. E eu sei que partiste... mas existes aqui. Para sempre.

 


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CFL @ 20:43

Ter, 13/01/09


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CFL @ 21:44

Ter, 30/12/08

Eu sempre fui mulher de gostar de desafios. Por isso, agora é altura de responder ao desafio da Joana. Aqui vai.

 

Foto

Está mesmo aqui ao lado e é uma das minhas fotos preferidas.

 

Grupo

Abba (diz que agora até estão outra vez na moda!)

 

1. És homem ou mulher?

"Chiquitita"

 

2. Descreve-te.

"I am just a girl"

 

3. O que as pessoas acham de ti?

"Super Trouper"

 

4. Como descreves o teu último relacionamento?

"Disillusion"

 

5. Descreve o estado actual da tua relação.

"I've been waiting for you"

 

6. Onde querias estar agora?

"Our last summer"

 

7. O que pensas a respeito do amor?

"Love isn't easy (but it sure is hard enough)"

 

8. Como é a tua vida?

"Merry-go-round"

 

9. O que pedirias se tivesses só um desejo?

"Lay all your love on me"

 

10. Escreve uma frase sábia.

"The winner takes it all"

 

E pronto. Gostava muito de desafiar alguém mas os ilustres bloguistas que conheço já foram todos desafiados...

 

 




CFL @ 02:25

Sab, 27/12/08

 

 

Pai... No dia em que partiste, as ondas do Tejo estavam mais calmas e a outra margem estava aqui tão perto como se te quisesse dizer adeus. Pai, no dia em que partiste, o mar estava cinzento, como se não pudesse ter mais o mesmo brilho. Nunca pensei que esse dia chegasse, nunca pensei que pudesses partir assim. Pai, no dia em que partiste, acordei com a certeza que me tinhas vindo dizer adeus. Como te disse adeus com a certeza de ser a última vez.

 

Hoje continuo sem saber porque partiste assim, tão depressa, tão inesperadamente... como se a partida de alguém alguma vez pudesse ser esperada. E fazes-me falta. Não tenho só saudades dos passeios na praia, tenho saudades de ti. Do teu colo, de como me seguravas a mão e de como a apertaste uma última vez. Do último beijo que te dei e de tentar guardar para mim o teu cheiro. Pai... no dia em que partiste, levaste contigo uma parte de mim.

 

Pai, em Dezembro de 2008 ganhei-te e perdi-te outra vez. Fiquei contigo o mais que pude porque a vida afinal não nos ia dar o tempo que eu pensava que ainda íamos ter. Contei-te o que de mais importante tinha na minha vida... e sei que hoje já sabes quem é. "Apresentas-mo lá fora?"... sempre! Dei-te um beijo... muitos beijos de adeus. Não conseguia deixar-te se podia ainda guardar-te comigo... "Amo-te muito, pai. Desculpa o tempo que não estive contigo." Dei-te um beijo demorado para te guardar para sempre comigo... e disse-te adeus. Já sabia que tinhas de partir.

 

Agora sei que te ganhei, agora sei que temos o sempre para estarmos juntos. Agora sei que já conheces o que de mais importante tenho na vida... cá fora. Agora sei que estás bem. Agora sei que já me deste algo para me ajudar um bocadinho quando as saudades me fazem chorar. Agora sei que olhas por mim. E eu vou-te amar sempre.

 



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