CFL @ 23:23

Seg, 16/10/06

Afinal a licença sabática demorou pouco tempo. Planeio outra para breve, mas uma interrupção da licença é necessária pela pertinência de falar da interrupção da gravidez.

 

 

Sem rodeios desnecessários afirmo-me desde já pela despenalização do aborto. Pela necessidade de despenalização do aborto. Porque o aborto não se impede pela simples penalização. Porque o aborto continua a acontecer em escuros vãos de escadas. Porque quem os faz aproveita-se de um estado de fraqueza emocional e económica da ex-futura mãe e enriquece às custas de uma penalização que, com tanta prepotência de moralidade, é imoral. É imoral porque muitas vezes viola o direito à vida daquelas mulheres, porque viola a sua integridade física e porque explora situações de necessidade. Imoral também porque pretende impor uma moralidade que nem todos partilham e ninguém pode ser obrigado a partilhar. Imoral porque faz aumentar o número de crianças abandonadas à sua sorte, o número de crianças maltratadas e mal amadas.

 

 

Não me interessa o direito da mulher mandar no seu próprio corpo. Não me interessa o direito de escolha da mulher. Estes são argumentos puramente falaciosos. Fracos. Para mim, não justificam. O que me interessa é a defesa da vida e integridade física daquelas mulheres que não encontram outra solução, o fim do aproveitamento do seu estado por parteiras obscuras, o fim do nascimento de crianças destinadas à infelicidade e à pobreza. O que me interessa é o fim da hipocrisia. Deixem a moral a cada um, porque a moral só a cada um pertence.

 

 

E não, não sou a favor do aborto. Apenas da despenalização.

 

 

 



Moisés Sampaio @ 04:42

Sex, 03/11/06

 

Não sou a favor da despenalização , também concordo que o que interessa é o fim da hipocrisia. Deixem a moral a cada um, porque a moral só a cada um pertence.
Mas as sociedades regem-se por leis e não por morais...

A actual lei permite:

- Aborto em caso de risco da sáude física ou psíquica da mulher (até aos 3 meses);

- Aborto em caso de violação (até aos 4 meses);

- Aborto em caso de grave doença ou malformação congénita do bebé (ATÉ AOS SEIS MESES).


O que é que querem mais?...

Isto é a minha opinião, vim aqui a ver se a mudava mas continuo na mesma.

Saudações
Moisés Sampaio.

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