CFL @ 00:10

Sab, 17/03/07

Fazia-me festas na cabeça. Cantava-me canções de embalar. E guardo para sempre a memória daquelas mãos envelhecidas pela vida. A voz rouca e a melodia que entoava...

Senhora do Almortão ... minha tão linda raiana ...

Virai costas a Castela... não queiras ser castelhana...

O sabor de umas papas de bolacha. O toque suave que me penteava o cabelo. A sua roupa e o mesmo avental de sempre. As rugas profundas que marcavam uma vida. O olhar claro temperado de água. E aninhava-me assim naquele colo. E tudo ficava calmo. Não havia dúvidas, não havia medo. Crescer estava tão longe e ser pequena enchia o coração. Uma história entre duas voltas de renda em linha branca onde me ensinava a desenhar. O sorriso alegre que brindava à vida. O perfume que reconhecia todos os dias. E ali aconchegada o Mundo era perfeito enquanto ao longe ouvia...

Olha a laranjinha , que caiu, caiu...

No regato de água, nunca mais se viu...

Nunca mais se viu, nem se torna a ver...

Cravos à janela, rosas a nascer!

 

Quem me dera aconchegar-me agora no colo da minha bisavó. Acreditar outra vez, assim, na vida e ter a certeza de tudo.

 

 

 



Anónimo @ 14:26

Seg, 24/09/07

 

As avós são elementos importantes na nossa vida, são segundas mães que nos dão carinho, compreensão e muito conforto. Basta olhar para elas e vermo-nos nos seus olhos a sorrir; pena que a vida não dura para sempre senão as avós eram eternas.

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