CFL @ 01:04

Sex, 24/03/06

É tarde. E nada de actual se presta a comentar. Nem mesmo as mais recentes notícias sobre o popular "selo do carro" merecem contemplação... a sua ideia precisa de amadurecer. Nem bem, nem mal. Mas chegam-me à memória pensamentos virtuais...

 

               

 

Com o choque tecnológico, alguém se devia lembrar de ensinar todos os membros do governo a jogar SimCity! E SimCity porquê? Ora, é fácil compreender... não são os terroristas que aprendem a conduzir aviões contra edifícios nos jogos de simulação? Também os nossos governantes aprenderiam a governar num simulador!

 

A receita é fácil... para se ser um presidente bem sucedido é preciso construir boas infraestruturas para atrair a população. Quanto mais população, mais dinheiro se recebe dos impostos (e como em SimCity os contribuintes não fogem ao fisco, todos pagam e todos pagam menos). Quanto mais população, mais infraestruturas de qualidade são necessárias. Escolas... universidades... bibliotecas... hospitais... que custam dinheiro.

 

Mas como o dinheiro não pode vir só dos impostos (senão os Sims fogem todos para a cidade vizinha) é preciso fazer negócios... aproveitamos, então, os recursos naturais da nossa cidade... vendemos água à cidade mais a sul por um bom preço e ela ainda nos recolhe os resíduos orgânicos. Sem poluição (porque investimos em indústrias amigas do ambiente) e sem trânsito (porque sabemos que uma boa rede de transportes públicos é essencial), há até empresas que nos pagam avultadas quantias para se instalarem num recanto do nosso território.

 

E de dia para dia a população cresce... cada vez mais feliz e cada vez a pagar menos impostos porque as nossas receitas provenientes das exportações (dos nossos recursos naturais) e das rendas de grandes empresas chegam para tudo e aumentam de ano para ano. Sem darmos por isso, já temos dinheiro para construir o aeroporto e a partir daí... o céu é o limite.

 

Por favor, há alguém que ensine o governo a jogar SimCity?!




CFL @ 14:23

Qui, 16/03/06

Este blog pouco actualizado, pouco visitado, pouco comentado e por vezes mal amado (uma média inferior a um post por mês), pelo desagrado claro na sua escrita (às vezes a revolta é tão grande que nem dá vontade de escrever, às vezes a revolta é tão grande que é impossível ficar calado...), comemora hoje o seu primeiro aniversário. Parabéns para mim!!

 

Este governo muito mentiroso, muito pretencioso, muito desconhecedor da realidade social e jurídica e cada vez mais desprogramado (às vezes a ideia até é boa mas não foi deles, às vezes a ideia até é boa mas quando há dinheiro), tem vindo a comemorar o seu primeiro aniversário. Parabéns Portugal!! Já aguentaste até aqui, já só faltam 3 anos!! Coragem!! Só mais um pouco!!...

 

E estabelecendo um paralelismo com a nossa inauguração, aqui fica mais uma Mensagem de Fernando Pessoa...

 

PRECE

Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.

 

Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda.

 

Dá o sopro, a aragem - ou desgraça ou ânsia -,
Com que a chama do esforço se remoça,
E outra vez conquistemos a Distância -
Do mar ou outro, mas que seja nossa!

 

                                                  Fernando Pessoa, Mensagem


sinto-me:


CFL @ 00:16

Dom, 12/03/06

Não me posso calar outra vez. E a minha indignação é tal que dispenso quaisquer floreados literários para ornamentar este pensamento. Isto é absolutamente inconstitucional! Será que a senhora que pronunciou estas palavras ainda não sabe de cor o art. 13.º da CRP (o tão conhecido princípio da igualdade?) e também o art. 64.º (direito à saúde)?

 

E que critérios servirão para esta absurda reencarnação de Noé escolher os afortunados viajantes nesta Arca à portuguesa? Afinal, quem é fundamental? Será fundamental o director clínico de um qualquer hospital, já em idade de reforma? Ou será fundamental o estudante de medicina? Será fundamental o Sr. Polícia que já não consegue correr ou o Sr. Pereira que corre atrás do ladrão que assaltou a velhinha na rua? Será fundamental a Sra. sub-directora geral da Saúde que nem sabe o que é a Constituição ou será fundamental o Sr. do lixo que todas as madrugadas lhe recolhe os saquinhos do Carrefour cheios de desperdícios orgânicos? E há uns anos atrás, o Carlos Cruz era fundamental...

 

Mas devíamos ficar felizes. Deus desceu à terra personificado em alguém que não conhecemos... em alguém que vai escolher quem é fundamental ou quem não é!

 

Sr. Deus português, posso meter uma cunha? É que eu sou fundamental porque sei o que é uma Constituição!

 

Só me resta concluir que é fundamental que quem teve esta brilhante e fundamental ideia apanhe gripe (das aves, dos porcos, dos ouriços-caixeros, de qualquer coisa)!

 

E será igualmente fundamental que a pombinha da Arca de Noé portuguesa não se constipe porque depois ninguém encontra o caminho de volta.


sinto-me: enojado

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