CFL @ 01:52

Dom, 25/02/07

Leio-te novamente como não fazia há cinco anos. Piadas, mentiras, inocência infantil. Ao ler-te relembro-me das pequenas coisas que esqueci. Da miúda de 17 anos que fui. Das tardes no café a jogar Uno. Do cheiro daquela Primavera. Da roupa que vestia. Da alegria de cada toque de telemóvel e dos poemas por SMS. De uma noite quente ao telefone, que já não me lembrava. Do Portugal-América acompanhado por coca-cola no café ao pé do Liceu.

 

De um beijo. Num banco de jardim. Do sol daquelas tardes de Verão e na chuva do Outono que lentamente começou a chegar. Do teu sorriso quando subias as escadas e do meu aniversário. Das mãos dadas. De uma noite de Abril.

 

Da nossa inocência e da nossa sede de amar. De um beijo. De muitos beijos. De todos eles. Lembro-me de te ter chegado a amar.

 

 




CFL @ 02:04

Sab, 24/02/07

Era uma vez uma Faculdade onde não existem critérios de avaliação. O que pode ser bom, pois às vezes os alunos têm agradáveis surpresas. Enquanto uns descem de 13 para 5, outros sobem de 5 para 13 - mas habitualmente descem. Tudo depende da disposição de quem lhes corrige o exame, de uma letra mais afinada e, claro, do que prevê o horóscopo daquele dia. No fundo, no fundo, resume-se tudo a uma grande dose de sorte ou a um previsível azar dos diabos.

 

Claro que a sorte não se fica pela mãozinha de Deus quando distribui os exames pelos diferentes correctores. A sorte está determinada à partida. É importante o aspecto jurídico da coisa. E do aluno também. Um sorriso amarelo de esguelha ou um aceno de cabeça interessado enquanto se pensa na festa de logo à noite. Mas estas pequenas sortes, determinadas por uma ida ou outra ao cabeleireiro e à Massimo Dutti  ou por uma grande dose de autocontrolo , são secundárias. Sorte, sorte é o assistente que nos calhar na rifa!

 

Era uma manhã de nevoeiro e ela entrou naquela sala de aula onde o frio impera. Cinco minutos depois já todos se benziam. A sorte abandonara-os e talvez nem com os sorrisos amarelos se conseguissem safar. O olhar distante e assustadoramente perdido noutros tempos. A voz arrastada pela frieza da manhã. O incessante repetir das mesmas frases políticas, já que muito falava mas nada dizia. No caderno, só a data. No cérebro só o medo que a experiência daquelas vagas de azar sabia reconhecer.

 

(Continua)




CFL @ 19:20

Qua, 21/02/07

O grande nó na garganta que algumas frases no Hi5 tão simplesmente podem causar...

(ainda por cima quando somos nós que as provocamos).

 

 




CFL @ 02:38

Ter, 20/02/07

Se eu percebesse alguma coisa de ti...

 

 




CFL @ 03:25

Dom, 04/02/07

«Tendo surgido dúvidas sobre a articulação da Licenciatura em Direito com 5 anos de Curso com os novos ciclos de estudos resultantes do chamado “Processo de Bolonha”, esclarece-se que nada no regime legal impõe qualquer conversão ou equivalência dessa Licenciatura ao ciclo de estudos, ou mesmo a uma parte do ciclo de estudos, conducente à obtenção do Grau de Mestre.»

Informação sobre o Processo de Bolonha, Conselho Directivo da FDL

 

Quando li e ouvi à boca pequena que supostamente seria dada equivalência de Mestrado à minha querida futura licenciatura de cinco anos (a última com esta duração na FDL ) a primeira reacção foi rir. Em cinco anos nunca nos deram nada, tudo o que conseguimos foi arrancado a ferros e muito suor, lágrimas e Xanax nos custou. E agora iam dar-nos o grau de Mestre assim do nada?! Não! Impossível! A ilusão durou pouco. Aqui não se dá nada a ninguém!!

 

 

 "O que a lei não obriga, nós também não damos (sim, porque nós só damos aquilo que somos mesmo obrigados a dar!)." Até nem está em causa um mínimo de justiça social! Até nem está em causa saber como é que estes privilegiados , que-vão-ser-os-últimos-a-fazer-um-curso-com-mais-um-ano-do-que-os-outros-e-assim-ficar-muito-mais-super-hiper-bem-formados, vão obter o grau de Mestre (porque o Mestrado passará a ser obtido com um ano extra, para além dos quatro anos)... e porque ninguém sabe que raio vai ser de nós. Nem aqui, nem em faculdade alguma. Que se lixe, estes cinco anos que passaram já ninguém mos devolve.

 


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CFL @ 20:44

Sex, 02/02/07

«No último mês, os dois maiores partidos desceram nas intenções de voto. Em contrapartida, o primeiro-ministro e o Governo aumentaram a popularidade. São conclusões de um estudo realizado este mês pela Eurosondagem para a SIC, Expresso e Rádio Renascença.»

In Sic Online

Quando penso que já nada me pode surpreender, quando acho que batemos no fundo, há sempre alguma coisa que me faz ter a certeza que este quadro ainda não é o pior... Há muito pior. Um Primeiro-Ministro pomposo, um Ministro desbocado, uma Ministra quase tirânica, um outro Ministro ávido para nos ir ao bolso... tudo por mais 6 anos em vez de apenas 2! E fico com medo. Muito medo.


sinto-me: com medo...

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