CFL @ 21:36

Qui, 22/03/07

Oh! Que triste crueldade, a vida! Tal é a ansiedade dos dias que busco incessantemente. À espera de um momento feliz. Ligo a máquina e procuro aquele lugar erudito onde as palavras ecoam no meu pensamento. Nada. Mais um dia. E nada. E tudo continua igual. Onde está? Onde estás? Preciso de mais um momento! Já és uma viciante heroína. Por favor, escreve mais um post ! Só mais um! Pequenino!...

 

E pergunto só a quem sabe... terei sido cruel de mais?

 

 


sinto-me: Incrivelmente maléfica =P


CFL @ 00:10

Sab, 17/03/07

Fazia-me festas na cabeça. Cantava-me canções de embalar. E guardo para sempre a memória daquelas mãos envelhecidas pela vida. A voz rouca e a melodia que entoava...

Senhora do Almortão ... minha tão linda raiana ...

Virai costas a Castela... não queiras ser castelhana...

O sabor de umas papas de bolacha. O toque suave que me penteava o cabelo. A sua roupa e o mesmo avental de sempre. As rugas profundas que marcavam uma vida. O olhar claro temperado de água. E aninhava-me assim naquele colo. E tudo ficava calmo. Não havia dúvidas, não havia medo. Crescer estava tão longe e ser pequena enchia o coração. Uma história entre duas voltas de renda em linha branca onde me ensinava a desenhar. O sorriso alegre que brindava à vida. O perfume que reconhecia todos os dias. E ali aconchegada o Mundo era perfeito enquanto ao longe ouvia...

Olha a laranjinha , que caiu, caiu...

No regato de água, nunca mais se viu...

Nunca mais se viu, nem se torna a ver...

Cravos à janela, rosas a nascer!

 

Quem me dera aconchegar-me agora no colo da minha bisavó. Acreditar outra vez, assim, na vida e ter a certeza de tudo.

 

 

 




CFL @ 00:30

Qua, 14/03/07

 

Não sei para que serve.

Ou se serve para alguma coisa.

Porque queremos ser mais do que merecemos?

Porque investimos na falsa esperança de ser mais do que somos?

É porque um dia acreditamos.

E um dia seremos obrigados a reconhecer a verdade.

E quando deixarmos de acreditar, outro caminho iremos traçar.

 




CFL @ 21:01

Sex, 09/03/07

 

A tentar perceber como vou coser os emblemas.

A tentar perceber como vou arranjar emprego.

A tentar perceber como vou convencer alguém a ir ao baile.

A tentar perceber o que hei-de escrever nas fitas.

A tentar perceber o que são normas autolimitadas.

A tentar perceber se é melhor fugir.

A tentar perceber como é que isto vai acabar.

A tentar perceber como é que vou caber num traje n.º 38.

A tentar perceber como é que cheguei aqui.

E a tentar perceber como é que hei-de sair.

 




CFL @ 18:15

Qui, 08/03/07

«Têm menos de dez anos de profissão e já representam 60 por cento dos 26 mil advogados no activo em Portugal. A proliferação dos cursos de Direito disparou as inscrições na Ordem. E o desemprego? Os jovens estão em larga maioria entre os dez mil licenciados em Direito sem trabalho.»

 

In Correio da Manhã (03-03-2007)

 

 

É tempo de procurar um lugar. É tempo de investir. Espero que seja tempo de encontrar. Uma carta em papel cuidado. Um e-mail a publicitar um pouco mais do que sou. Um formulário que podia ser melhor. O receio de não bastar. A curiosidade de saber se chega.

 

 

É tempo de arriscar e de acreditar que ainda é possível.

 

 

 

 

 




CFL @ 00:21

Dom, 04/03/07

 

É nestes momentos que gostava de ter uma máquina de jeito...

 



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