CFL @ 00:02

Seg, 23/04/07

Vejo o tempo a passar e tenho medo. Pareço ter uma doença mortal que me consome de dia para dia. Simplesmente porque tenho medo de errar. O que tanto ansiei aproxima-se a passos largos e o medo de falhar é grande demais. Vejo o meu objectivo tão próximo agora, que me parece ainda mais distante. Uma palavra errada bastará para falhar.

 

A franja cortada à pressão incomoda-me e o tom de pele corado pelo sol transmite uma mensagem que não quero mostrar. O medo quase sufoca. Estou nesta encruzilhada e o passo em frente que inevitavelmente darei poderá conduzir ao paraíso ou ao abismo sem fim. É como atravessar um rio. As minhas hipóteses resumem-se a chegar à outra margem e continuar o caminho ou deixar-me perder na corrente.

 

Não sei como chegar à outra margem.

 

Só posso deixar-me levar e esperar chegar a bom porto.

 

 




CFL @ 01:19

Ter, 17/04/07

 

As malas não estão desfeitas. As roupas espalham-se pelo chão à procura de um ou outro presente. É o final de uma viagem de finalistas. É o princípio do início de outra viagem. Pela vida. Na mala chega a roupa amarrotada. No coração mantêm-se recordações destes e de outros momentos. E que odisseia foi esta de começar a conhecer assim a minha nova vida!

 

Há, contudo, alguma nostalgia. De dias que passaram e já não voltam. Da certeza de alguns outros dias que nunca virão. Nostalgia do que foi e já não será e um pequeno aperto pelo desejo de voltar atrás um dia, dois dias, um ano, cinco anos. Agora que tudo passou já não marca tanto. Desta viagem final que marca o princípio da vida não ficam apenas uma voz rouca ou o som da salsa cubana. Ao lado das fotos fica a memória do pouco que perdi mas de tudo o que aprendi.



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