CFL @ 23:39

Dom, 27/05/07

 

Aos Professores... e aos assistentes! Aos momentos de dor e aos dias de alegria. Ao chuvoso dia da praxe, quando o meu coração saltava e os olhos tentavam absorver tudo à minha volta. Às primeiras aulas e aos primeiros testes que me destruiram a ilusão. Às viagens a Coimbra e a um fim-de-semana no Alentejo. Ao cansaço e ao desespero. Às piadas recorrentes. Às aulas desgravadas e a todas as aulas teóricas a que não fui. Aos dias de recolhimento em mim e às tardes de cartas no Bar Novo. Aos croissants de ovo pela manhã e aos almoços de chessecake.

 

Às orais! E às colectâneas de legislação. Às conversas prolongadas no parque de estacionamento e aos dias de sol em que não apetecia estudar. Às vezes que caí nas escadas e às manhãs em que fiquei a dormir. Aos casos práticos que não fiz e a todos os outros que fiz mal. A Cuba! E ao rum! Aos currículos e às entrevistas! Ao medo e ao sabor do sucesso! Ao Bar Velho e à emoção. Aos raios de sol do último dia de sempre e às lágrimas que guardei só para mim.

 

Às palavras que sempre quis dizer e a todas as outras que ficaram presas na garganta. A vocês, amigos! Aos que foram e aos que partiram. Aos que chegaram e aos que são. Foram vocês que durante estes cinco anos preencheram a minha vida.

 

E hoje só quero dizer que, sem excepção, sem apelo e sem agravo, estão guardados para sempre no meu coração!




CFL @ 00:51

Sab, 12/05/07

Queria descrevê-lo mas as palavras prendem-se no fundo da garganta e tento guardar o momento só para mim e mantê-lo vivo para o reviver. O momento que esperei, o momento que por vezes pensei não conseguir alcançar, acabou mesmo por chegar.

 

Deixei-me levar e a corrente do destino conduziu-me ao porto esperado. O doce saber da vitória permanece ainda nos meus sentidos, toldado pela ligeira aspereza da vida. Foram dois longos meses de ansiedade, entrevistas sem fim e de fatos mais ou menos amarrotados. O cansaço venceu-me, por vezes. Houve dias de incompreensão. Houve dias de mais amargura. Houve dias de esperança que lentamente se dispersava e dias na certeza da insegurança. Também houve uma lágrima ou outra. E uma vontade de deixar tudo e fugir.

 

Mas todos estes dias, que me tiraram dias aos dias, foram recompensados. Chegou o momento que esperei. Consegui o que realmente queria e a porta para o futuro está finalmente aberta. Neste longo caminho aprendi. Muito. E olhando para trás esqueço as horas de suor e dificuldade e sinto até que foi fácil.

 

Aos meus amigos que tanto me ajudaram neste caminho, que esperaram comigo o momento que tanto esperei, só posso agradecer. Não sei como cheguei a esta margem mas a vossa boleia foi fundamental. Não podemos ainda compreender o destino que o Destino espera de nós mas temos de continuar a sonhar.

 

Eu sonhei e consegui o momento que esperei.

 

Conto convosco para continuar a sonhar.

 

 

 



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