CFL @ 10:02

Seg, 18/08/08

 

Acordo às 8:00h, enganada pela funcionária da Ensitel que me acertou o relógio do telemóvel novo com uma hora de avanço e o stress de chegar atrasada, de que já tinha saudades, deu lugar a mais uns minutos de ronha... Afinal de contas, cheguei a casa às 2:00h da manhã! É o primeiro "regresso ao trabalho" e o primeiro regresso ao trabalho é bem mais difícil que o primeiro dia de trabalho, há já um ano atrás. Hoje não sei o que vestir, nenhuma camisa me agrada. Troco de roupa três vezes e não acerto com o penteado. Acabo por desistir de toda a roupa que já tinha arranjada e vou engomar outras calças e outra camisa. Ao fim de tantos dias não sei como recuperar a minha apresentação profissional e só me apetece vestir a roupa que está amarrotada na mala de viagem. Tudo isto me parece tão distante mas tudo isto me é tão familiar. É tudo tão diferente e tão deliciosamente igual.

 

E que saudades que eu já tinha do meu carro! Dos sons da manhã. E como se o próprio Universo me quisesse ajudar, hoje está um lindo dia de Setembro. Está tudo tão deliciosamente diferente e é tudo tão igual! O Allgarve 2008 deu lugar à Lisboa 2008/2009 e algo me diz que esta Lisboa tem muitas surpresas para mostrar. Pois está tudo tão deliciosamente diferente e igual.

 




CFL @ 23:16

Sab, 02/08/08

O vento é como tu...

Passa depressa sem deixar rasto,

Sopra com força, leva-nos longe e... larga-nos.

Deixa-nos cair, algures no deserto...

Vai para longe mas continua tão perto.

 

Não! Afinal não és como o vento!

Porque o vento sopra e vai-se embora.

Tu chegaste e roubaste a minha calma,

Deixaste um furacão na minha alma.

 

          (Fevereiro de 2002)

 

Admito. Agora, como daquela única vez. Sim, admito. Tenho medo desse furacão que pode tomar tudo o que sou. Tenho medo, mas quanto mais medo tenho mais me parece perfeito. Quanto mais não quero, mais não posso evitar. E o pior? O pior não é essa brisa que sinto transforma-se em tempestade. O pior é vê-la a transformar-se sem pedir nada, sem esperar, sem querer. É pensar em ti, em ti, e em ti a cada dia que passa. Só por seres tu. Tu e nada mais.

 

Medo. Medo porque há tanto para correr mal. Medo porque talvez corresse bem. Medo por seres tu. Medo por não compreender porquê. Medo porque já percebi que começas a roubar a minha calma. Medo que me deixes um furacão na alma.

 


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