CFL @ 12:46

Ter, 31/03/09

E de repente... É como chegar a uma encruzilhada, é estar verdadeiramente no local onde temos de escolher um caminho. Qual caminho? Qual caminho quando os dois têm tanto para oferecer? Como pesar os prós e os contras? Como ganhar coragem para arriscar o incerto e trocar o certo por um verdadeiro sonho? Como, de repente, deitar fora o que sonhei conquistar (e conquistei) e voltar a arriscar outra conquista? Como sair deste lugar seguro? A verdade é que eu sei... Sei que não consigo estar sempre aqui, sei que esta calma e todas as perspectivas dela são boas. Mas sei que não consigo estar sempre aqui, sei que quero mais.

Mas o mais de um sonho pode significar muito menos de uma certeza. Se não fossem outros sonhos... arriscava sem pensar mais. Afinal, foi isso que eu sempre quis. Mas e o resto? E o sonho que construí? Ainda não é altura de acordar deste sonho. Ainda é cedo para arriscar. Mas... e se depois for tarde demais e só acordar ao anoitecer? E se tiver perdido as forças para arriscar? E se estiver demasiado confortável para me levantar deste lugar e pisar um caminho desconhecido? Apenas o meu sonho a guiar o caminho. E se afinal o sonho não estiver lá? É sempre cedo para voltar a sonhar... Mas pode ser tarde para certos sonhos. E porquê agora? E se me arrepender de ter sonhado? E se me arrepender de ter ficado? E se adiar demasiado o início de outra viagem?

 

Ainda não posso saber. Ainda estou confortável demais. Ainda não tenho o que preciso para arriscar. E mesmo quando esta cadeira se torna um pouco menos confortável... Ainda é cedo para me levantar. Pois eu sei que vou acabar por escolher outra aventura, pois eu sei que o sonho que sempre sonhei não vai parar de chamar por mim. Só não sei quando. Mas quando esse dia chegar, sei que, mesmo que pareça tarde, vai ser o momento certo. Hoje, amanhã, para o ano ou para o outro. Nesse dia vou voltar a arriscar outro sonho. O meu sonho. E vou conseguir.

 


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CFL @ 15:25

Sex, 27/03/09

Se no dia 21 de Agosto de 2008 me dissessem onde ia estar hoje, talvez não acreditasse. E já passou mais de meio ano... Os dias passam tão depressa que é difícil reter a memória do que se passa com estes dias. Cresci? Não sei. Mudei? Talvez. Mas ninguém muda nunca o que é.

Se no dia 21 de Agosto de 2008 me dissessem que em meio ano a minha vida ia mudar, talvez não acreditasse. Talvez o desejasse, talvez o temesse... No dia 21 de Agosto de 2008 saí cedo de casa. Estava uma manhã de Setembro... e as cores de Lisboa eram deliciosamente diferentes e iguais. As borboletas que tinha no estômago batiam asas de mansinho. Por vezes, a ideia de todas aquelas coisas boas que esta Lisboa me podia trazer, fazia-me sorrir. E era bom ver o pôr-do-sol na praia. E tinha energia para correr atrás dos meus desejos, como se eles estivessem logo ali, no amanhã. No dia 21 de Agosto de 2008, queria tudo igual a antes, mas queria mais. E era por isso que tudo era deliciosamente diferente e maravilhosamente igual.

Corri atrás dos meus sonhos, empenhei-me em seguir com os outros. Não contava com as tempestades no caminho. Afinal... era Agosto e em Agosto nunca chove. Mas choveu. E ainda ninguém percebeu... mas gastei demasiada energia para segurar a minha casa nesses dias de tempestade. Não sei se alguma vez a vou recuperar.

Num mês, tudo aconteceu. E não houve tempo para prever, para planear, para perceber.

Sei o que quero, sei que estou no caminho certo. Mas agora tenho medo das tempestades... não sei se tenho energia para segurar outra vez uma casa. Quis mudar tanto na minha vida, que a voltei ao contrário... era preciso uma tempestade? Eu sempre pensei que não.

Ainda não consegui olhar bem para o que a tempestade deixou.

Não sei o que tenho de reconstruir, não sei o que perdi de vez.

Tenho medo de perder o que ganhei.

Tenho medo de nunca conseguir reconstruir a minha casa.

 

Às vezes, tenho saudades do sol daquelas horas de almoço só minhas, da infantil adrenalina que causavam.

Às vezes, tenho saudade da expectativa. Às vezes, tenho saudade daquele cheiro, daquelas cores, daqueles sons. Às vezes, tenho saudade de mim daqueles dias.

Mas aqueles dias já passaram, não voltam mais.

Assim como já não posso voltar o eu daqueles dias.

Perdi um pouco de mim na tempestade.

E agora, não sei onde me encontrar.

E não sei se sei como procurar.

 




CFL @ 22:56

Dom, 15/03/09

Quando encontro a tua fotografia, quando me lembro como tu eras, sinto a dor de teres partido mais forte do que naquela altura. Partiste mesmo. E agora... só tenho estas fotos, só tenho uma imensidão de papéis. Nem a tua voz, nem o teu cheiro, nem a ti. Só papéis... E a tua fotografia, assim mesmo como tu eras, no meio de tantos papéis.

 

E aos três meses, quando vou percebendo mais um pouco que não vais voltar, dói não te ter mais na minha vida.

 


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