CFL @ 09:57

Sab, 20/05/06

"O desaparecimento da vaca "Cowpyright", da autoria de Paulo Marcelo, uma das 101 esculturas de fibra de vidro que integram a exposição CowParade, desaparacida na madrugada de quarta-feira do Campo Pequeno, foi desvendado esta sexta-feira por uma empregada do Pólo Universitário da Ajuda, que encontrou a estátua à porta da Faculdade de Veterinária."

In Correio da Manhã

 

 

Era uma vez um artista. E esse artista dedicou uma (grande, concerteza) parte do seu tempo a pintar uma vaca em tamanho real. E (também concerteza) estava feliz por assim ter contribuído não só para divulgar a arte e a cultura entre a população lisboeta como também por estar a contribuir para uma causa social.

 

Mas era uma vez alguém. Alguém que não respeita o trabalho dos outros e que não respeita a arte. Alguém que, pior do que tudo isso, raptou a vaca, agrediu-a e abandonou-a, ironicamente, à porta da Faculdade de Veterinária. Alguém que, enquanto concerteza se divertia a destruir não pensou que a vaquinha podia vir a ajudar a ACAPO, a AMI, a APAV, o Chapitô, a Cruz Vermelha Portuguesa, o Espaço T, os Escoteiros de Portugal, a Liga dos Bombeiros Portugueses e ainda alguns projectos da Sic Esperança.

 

Na Idade Média, os ladrões de galinhas eram publicamente castigados. Cortavam-lhes as mãos. Em 2006, em Lisboa, alguém roubou uma vaca solidária, apenas para estragar, e deve estar a rir-se.

 

E isso é triste.

 


sinto-me: Triste com a falta de civismo

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